As condições ambientais reinantes nas regiões de domínio de cerrado (leia mais sobre o cerrado) compreendem: clima quente (geadas muito raras ou ausentes), estação seca bem definida (no inverno) e solos profundos, porosos, ácidos e de baixa fertilidade e elevada saturação de alumínio.
Essas condições ambientais, agindo conjuntamente, são determinantes para delinear as formas e a fisionomia da vegetação do cerrado, com suas árvores tortuosas e de casca espessa, esparsas sobre um campo coberto por gramíneas ralas, subarbustos e ervas. Grande parte das ervas e praticamente todas as gramíneas secam no inverno, tornando a vegetação, como um todo, muito vulnerável a incêndios. Sabe-se que, mesmo antes da ocupação humana, a vegetação do cerrado era queimada periodicamente por incêndios naturais, provavelmente desencadeados por raios.
Disso resultou uma seleção de espécies altamente resistentes a fogo, capazes de sobreviver ou rebrotar e algumas delas até dependem da passagem do fogo para sua reprodução.
Hoje, com a fragmentação do cerrado, e a intensificação da ação antrópica, os incêndios tornaram-se muito mais freqüentes que era natural, exercendo uma pressão negativa sobre a biodiversidade. Um único incêndio pode destruir totalmente um fragmento de cerrado, eliminando não só as espécies vegetais mas também as animais que ficam sem alimentos e abrigo por algum tempo. (pg 174 do livro "Flora e Fauna: um dossiê ambiental- Capítulo escrito por Giselda Durigan)
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