Nesta região, em se tratando do aspecto social, um dos fatores mais alarmantes tem sido justamente o êxodo rural majoritariamente da população jovem.
Pode-se dizer que os principais motivos desse problema social relacionam-se à baixa renda proporcionada pela atividade agrícola regional, à inadequada organização e administração rural e à pouca agregação de valor aos produtos agrícolas lá produzidos.
A estes fatores também devem ser aliados o pouco conhecimento e uso de recursos tecnológicos (informática e internet, por exemplo), a carência de uma boa compreensão
dos mercados de produtos agrícolas (oferta e demanda) e da lógica do mercado agrícola brasileiro e regional, além da necessidade de uma boa gestão dos recursos financeiros
(sobretudo por conta dos empréstimos e financiamentos agrícolas), dentre outros.
Por conta disto, nos municípios que integram a APA vem ocorrendo, há algum tempo, um processo de marginalização da agricultura familiar e de urbanização da pobreza.
Grande parte da população rural vem se acumulando nas áreas periféricas urbanas, em condições precárias.
Com isto, agravam-se ainda mais as condições de saúde nutricional dessa população rural marginalizada.
CASTRO (2001), com respeito a isto, caracterizou o fenômeno da “fome parcial” (carência de uma dieta completa e balanceada de alto valor de custo, necessitando uma educação nutricional pautada, inclusive, no cultivo de plantas hortícolas e medicinais).
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