segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

APAs e o desafio da sustentabilidade


As técnicas na agricultura têm sido utilizadas como instrumentos para atender ao imediatismo que rege a mentalidade capitalista que visa à obtenção do máximo de lucro, no menor espaço de tempo possível. É essa a mentalidade que tem levado à dilapidação dos recursos naturais e aos desastres ecológicos que se vivenciam atualmente. Como disse Engels, "em face da Natureza, como em face da Sociedade, o modo atual de produção só leva em conta o êxito inicial e mais palpável".
Procurando atender a tal objetivo, a pesquisa científica tem-se voltado à produção de tecnologias que levam à homogeneização genética, através da produção de híbridos.Na verdade,as vinculações crescentes da agricultura com a indústria, que lhe impõe uma série de exigências e "padrões de qualidade", levam à utilização de tecnologias que resultam numa homogeneização dos produtos, visando a economias de escala e à superação de algumas características consideradas entraves biológicos. Porém, essa homogeneização, levando à perda da variabilidade, provoca a redução da resistência e da capacidade de adaptação e evolução das espécies- " Da mesma forma, a utilização de agrotóxicos para a eliminação de determinadas pragas ou para o controle de certas doenças prende-se à mentalidade que privilegia a adoção de soluções imediatas para os problemas, sem a preocupação com as implicações que tais métodos possam vir a provocar no equilíbrio dos ecossistemas".

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