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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vandana Shiva assina Moção por área Livre de Transgênicos e de Agrotóxicos no território da APA Botucatu

Cynthia Zanotto, representante estadual da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (evento que está ocorrendo de 03 a 06 de novembro em Brasília) apresentou a moção no evento e obteve o apoio inclusive da Dr.ª Vandana Shiva. 




ÁREA LIVRE DE TRANSGÊNICOS E DE AGROTÓXICOS” NA APA BOTUCATU

MOÇÃO DE APOIO À CRIAÇÃO DE
“ÁREA LIVRE DE TRANSGÊNICOS E DE AGROTÓXICOS” NA APA BOTUCATU, UNIDADE DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO



A Área de Proteção Ambiental Corumbataí, Botucatu e Tejupá – perímetro Botucatu, também conhecida como APA Botucatu é uma unidade de conservação estadual de uso sustentável criada em 1983, visando à melhoria da qualidade de vida das populações do território e para proteção dos atributos ambientais regionais.

O território da APA abrange áreas rurais de nove municípios do estado de São Paulo: Avaré, Botucatu, Itatinga, Guareí, São Manuel, Pardinho, Bofete, Angatuba e Torre de Pedra, totalizando uma área de 215 615 hectares, com um perímetro de 626 Km. A população humana dos municípios da APA é de 326.251 habitantes (dados de 2010).

A Fundação Florestal do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente é responsável pela gestão da APA Botucatu.

O Plano de Manejo da unidade de conservação (http://fflorestal.sp.gov.br/planos-de-manejo/planos-de-manejo-planos-concluidos) elaborado de forma participativa em 2010, previa a proibição de uso de agrotóxicos e organismos geneticamente modificados, atendendo aos objetivos conservacionistas da unidade de conservação.

Entretanto, esses itens, foram vetados pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente, em 2014.

Face à importância da conservação das áreas de recarga do sistema aquífero guarani, da proteção da fauna nativa, da conservação dos recursos hídricos superficiais, dos remanescentes de vegetação nativa de cerrado e mata atlântica do interior; localizados especialmente na região das cuestas da APA Botucatu; a sociedade civil organizada socioambiental de Botucatu e região reiteram ao, Excelentíssimo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin que crie, em caráter de urgência a ÁREA LIVRE DE TRANSGÊNICOS E DE AGROTÓXICOS DA APA BOTUCATU.

Tornando pública esta moção, pedimos o apoio de todos os cidadãos e entidades em defesa da vida.

Botucatu, novembro de 2015.

Sociedade civil organizada de Botucatu e região

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Lavouras Transgênicas: Riscos e incertezas

Lavouras Transgênicas: Riscos e incertezas - Mais de 750 estudos desprezados pelos órgãos reguladores de OGMs
 
Autores: Gilles Ferment, Leonardo Melgarejo, Gabriel Bianconi Fernandes e José Maria Ferraz
Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2015. 450 p.
 
 
Cerca de 40 variedades de plantas transgênicas foram liberadas para cultivo comercial no Brasil em pouco mais de oito anos. A maior parte delas concentra-se em sementes de soja, milho e algodão resistentes a agrotóxicos e/ou a algumas pragas. Passado esse período e tendo esses produtos chegado ao consumo de massa por meio de óleos, derivados de milho e comida industrializada em geral, duas principais conclusões podem ser mencionadas.
 
A primeira está ligada ao fato de que não foram cumpridas as principais promessas fartamente anunciadas pelos promotores da tecnologia. Não houve redução do uso de agrotóxicos, nem vantagens para os consumidores, nem a criação de plantas mais nutritivas, saborosas ou resistentes a efeitos das mudanças climáticas.
 
A segunda conclusão refere-se à acesa polêmica que há mais de 20 anos faz dos entes reguladores dos organismos transgênicos espaços altamente controversos. Para além de questões ligadas a conflitos de interesses, a polêmica vem do fato de que esses órgãos apoiam-se em discurso supostamente científico para alegar a segurança presente e futura dessas novas plantas. No geral, pesquisadores que produziram evidências em contrário ou questionaram essa visão principista foram pessoal e profissionalmente atacados por pesquisadores e membros das comissões de biossegurança existentes Brasil afora alinhados ao mainstream do desenvolvimento biotecnológico.
 
Esta publicação, organizada ao longo dos 10 últimos anos pelo Grupo de Estudos sobre Agrobiodiversidade e agora publicada pelo Nead/MDA, reúne mais de 750 estudos desconsiderados pelos órgãos reguladores como CTNBio, Anvisa e Ibama. Mostra, assim, a relevância e pertinência da crítica apresentada por pesquisadores não alinhados ao mainstream e revelam que as decisões tomadas por essas comissões, ainda que técnicas e de biossegurança, não foram baseadas em boa ciência.
 
Elementos não faltam para uma ampla revisão das decisões já tomadas e para que se promovam ajustes profundos na forma como operam esses entes encarregados de avaliar os riscos dos organismos geneticamente modificados.
 
“Os elementos aqui expostos em cerca de 750 estudos validados por revistas científicas com conselho editorial mostram claramente que não há consenso na comunidade científica sobre o tema da transgenia e seus impactos”.
 
Boa leitura!

sábado, 12 de abril de 2014

O milho nosso de cada dia



Estamos no final das deliciosas e tradicionais festas do milho da região. Além das delícias gastronômicas, essas festas evocam nossa cultura caipira, tão rica e importante e também as tradições religiosas e a vida em comunidade.
Mas, será que todos repararam no sabor das pamonhas, dos curaus, do milho verde com manteiga? Saborosos como nos anos anteriores? Um pouquinho diferente, talvez?
Se não foi perceptível no sabor, a diferença foi bem acentuada para o meio ambiente da nossa região, nos campos onde, pelo menos uma parte desses milhos foi cultivada.
Isso porque, desde 2007 existem no mercado sementes de milho chamadas de transgênicas, isto é, sementes geneticamente modificadas em laboratórios para serem tolerantes a herbicidas. Ou ainda sementes com a tecnologia Bt, no qual foram introduzidos genes específicos de uma bactéria de solo que fazem com que a planta produza uma proteína tóxica para alguns grupos de insetos, para que a planta resista ao ataque de lagartas.
O agricultor que planta o milho transgênico adquire o agrotóxico e as sementes de uma mesma empresa e ainda paga royalties pelo uso das mesmas.  De acordo com a propaganda, os transgênicos trariam aos agricultores maior produtividade. Porém isso nem sempre acontece...
O que se observa ao longo destes anos é que os insetos que normalmente atacam a cultura e as plantas invasoras adquirem resistência e então é necessário o uso de quantidades cada vez maiores de inseticidas e herbicidas. E normalmente o agricultor tem perda de parte da colheita.

O uso desses agroquímicos (inseticidas, herbicidas, etc.) causa cada vez maiores impactos à saúde humana e ambiental. Por exemplo, está para ser liberado no mercado um herbicida que tem como princípio ativo o “2,4 D”, também conhecido como “agente laranja”. Este produto foi utilizado pelos EUA na guerra do Vietnã para desfolhar as florestas tropicais daquele país, revelando a localização dos soldados inimigos que lá estavam escondidos. O “2,4D”, quase uma arma de guerra, em breve chegará às nossas mesas, através da soja e do milho geneticamente modificados. 
O Brasil vem registrando um aumento expressivo no uso de veneno para lavoura, também chamados de “defensivos agrícolas”, e já somos o maior consumidor mundial desses produtos. O mercado brasileiro gera com isso, bilhões de dólares de lucro para as multinacionais do setor de agroquímicos, enquanto ficamos com o prejuízo da contaminação progressiva de trabalhadores rurais, de animais silvestres, dos nossos solos, rios, córregos, peixes, entre outros. Estudos já apontam a contaminação até das águas subterrâneas, como é o caso do Aquífero Guarani, presente na nossa região e um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do mundo. Enquanto as multinacionais do agroquímico se beneficiam com a venda desses produtos, o prejuízo é dividido entre todos os cidadãos brasileiros.
Mas, voltando ao nosso assunto inicial, a comercialização das sementes dos milhos transgênicos foi aprovada pela Comissão Nacional de Biossegurança / CTNBio, um órgão do Governo Federal. Imagina-se, dessa forma que a aprovação oficial fosse baseada em estudos científicos consistentes que garantissem a segurança ambiental e da população.
Mas, na verdade, os testes de avaliação que a CTNBio utiliza para aprovar um produto são, principalmente, análises técnicas dos aspectos agronômicos, por exemplo, avaliam a adaptação das sementes a um determinado ambiente, avaliam o  aumento da produtividade, etc..
Já os testes para avaliação dos impactos de transgênicos ou OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) na saúde humana e no ambiente (fauna, água,solo, etc.) além de pouco considerados, apresentam outro aspecto bastante preocupante: o prazo. A CTNBio considera válidos dados de ensaios técnicos feitos em prazos curtos, com avaliações de, no máximo, 45 dias.
Agora vejam: no ano passado, pesquisadores franceses divulgaram o resultado bombástico, de uma pesquisa bastante simples. Os cientistas alimentaram ratos de laboratório com milho transgênico por 2 anos. Depois de cinquenta dias começaram a aparecer mal - formações e muitas mortes. Houve crescimento excessivo das glândulas mamárias, problemas nos rins e fígado. Aqui no Brasil, esse mesmo milho é, no entanto, comercializado livremente e consumido pela população, talvez até para preparar a pamonha e o curau das nossas tradicionais festas do milho.
Muitos produtores de grãos do Brasil já perceberam que plantar milho e soja transgênicos nem sempre é um bom negócio. A Associação Brasileira dos Produtores de Grãos NãoGeneticamente Modificados (Brazilian Association of Non Genetically Modified Grain Producers)/ ABRANGE); que tem como associados grandes empresas como o Grupo André Maggi, a Brejeiro, a Caramuru Alimentos S/A; vem ampliando sua produção e exportação de grãos já que a China, Rússia e vários países da Europa proíbem a entrada de soja e milho transgênicos. O mercado mundial tem uma demanda crescente por produtos não transgênicos e os preços pagos são significativamente maiores do que o valor dos grãos transgênicos.
Hoje em dia, o produtor rural que optar por plantar o bom e velho milho crioulo - não transgênico e não híbrido - tem muita dificuldade em encontrar sementes. O milho cateto, o milho cunha, milho palha roxa, e tantos outros que os agricultores da região conhecem bem, estão desaparecendo, pois as sementes estão acabando.  Pelo menos aqui em São Paulo contamos o bom trabalho do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da CATI, da Secretaria Estadual de Agricultura produzindo variedades de milho não transgênicos adaptados ao nosso clima. Mas, mesmo se o produtor conseguir estas sementes corre o risco de ter sua plantação contaminada pelo milho transgênico que um vizinho plantou, já que o pólen do milho se espalha pelo vento. A CTNBio diz que apenas 100 m de borda de proteção é suficiente para milhos diferentes não se contaminarem. Imagine com os ventos aqui em Botucatu ...
Então, já temos uma suspeita sobre a diferença do sabor dos quitutes da festa do milho.
É por estas e outras que, esses novos modelos de produção de grãos como o milho, a soja e o feijão e quaisquer outros organismos geneticamente modificados devem ser repensados com muita cautela e responsabilidade.
Dr. Pedro Jovchelevich
 pedro.jov@biodinamica.org.br


Engenheiro Agrônomo – Coordenador da Associação Biodinâmica de Botucatu

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Perda total!

Esta quarta-feira, dia 26 de fevereiro de 2014, foi um dia que jamais poderá ser comemorado pelo movimento ambientalista comprometido com a verdade dos fatos, porque foi um dia de perda. A aprovação do Plano de Manejo da APA de Botucatu,completamente mutilado pela votação do CONSEMA, liberando o uso de agrotóxicos classe I e II ( os piores para a saúde humana e para o meio ambiente), o uso de transgênicos e a falta de restrição à implantação de atividades potencialmente poluidoras nas áreas de recarga do Aquífero Guarani, representa uma perda incalculável.
É uma perda para o contribuinte que vê os recursos gastos pelo estado para criar a APA, manter estruturas, contratar pessoal, contratar a elaboração do Plano de Manejo, por fim não criar os mecanismos para levar a cabo o objetivo da APA, a saber, a proteção de atributos específicos presentes na região das cuestas basálticas, região de mananciais e áreas de recarga do Aquífero Guarani. Porque criar a APA se as práticas adotadas não servem para diferenciar o uso desta área de outras áreas?
Para a sociedade, perde-se uma década de discussões participativas entre os diferentes atores,sociedade civil, setor econômico e poder público, através do Conselho Gestor da APA, que foram desconsideradas e abrem precedente para que todos os demais Planos de Manejo de outras APAS também desconsiderem as discussões democráticas realizadas pelos conselhos gestores.
Para as futuras gerações, perderam-se os mecanismos que poderiam salvaguardar a qualidade do meio ambiente, da proteção dos recursos hídricos, da biodiversidade desta porção do território do Estado de São Paulo.

Heidi Buzato
(da diretoria da Associação João de Barro)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Plano de Manejo da APA Botucatu é aviltado no CONSEMA

Agradecemos a todos que assinaram o abaixo assinado, mas infelizmente o resultado da votação do Plano de Manejo da APA Botucatu hoje no CONSEMA foi terrível, pois o agronegócio falou mais forte e o nosso Plano de Manejo foi mutilado de forma violenta através da exclusão de todos os mecanismos importantes de controle do uso de agrotóxicos e restrições ao plantio de organismos geneticamente modificados (OGMs) na área da APA. O atual secretário estadual do meio ambiente, Bruno Covas, representantes da FIESP, FAESP, CIESP Botucatu e os prefeitos do PSDB da região, através de carta liderada por João Cury, orquestraram esse terrível resultado para o Meio
Ambiente da nossa região.Como resultado não teremos os meios legais facilitados pelo Plano de Manejo para salvaguardarmos coisas básicas e vitais tais como as áreas de recarga do nosso Aquífero Guarani. Uma década de trabalho de vários técnicos e entidades ambientalistas foram jogados ao
lixo por interesses de uma minoria sem visão e comprometimento com o futuro das próximas gerações da nossa querida região. Resta-nos a mobilização política.Nossa vingança estará nas urnas, pois sabemos das ambições tanto do Bruno Covas, quanto do João Cury. Por favor divulguem, nossa arma é desmascarar esses políticos e seus reais interesses!

domingo, 18 de agosto de 2013

O círculo vicioso dos transgênicos leva ao êxodo rural

 "A agricultura brasileira se vê diante da ampliação de custos produtivos e percebe uma alteração no tamanho mínimo viável para lavouras tecnificadas de milho, soja e algodão. Com isso, pequenos estabelecimentos se tornam inviáveis, o que resulta em aceleração da exclusão de pequenos produtores. Isso significa que, na prática, a transgenia tem acelerado uma espécie de reforma agrária às avessas no rural brasileiro. A expansão das lavouras transgênicas também acelera a simplificação das matrizes produtivas regionais.”
“Ao reduzir o número de produtores e o leque de produtos ofertados, a expansão da monocultura e o avanço das lavouras transgênicas provocam um círculo vicioso, que amplia as dificuldades de permanência das famílias no campo. Perceba: exigindo economia de escala e sendo deletéria para a agricultura familiar, esta tecnologia leva à redução da população rural e acaba inviabilizando a prestação de serviços que são fundamentais para a vida no campo. As escolas, os postos de saúde, as linhas de coleta de leite se tornam inviáveis quando a população se faz rarefeita. Então, é possível afirmar que a expansão dos transgênicos se associa à tendência de fragilização do tecido social necessário para a permanência do homem no campo. Além de reforçar o esvaziamento do campo e refrear o avanço de políticas que apostam em processos de desenvolvimento rural, “com gente”, a transgenia ameaça a qualidade de vida dos que permanecem no campo, ampliando o volume de agrotóxicos utilizados. Tanto é que o Brasil se tornou o país que mais usa agrotóxicos no mundo. Para o agronegócio não é ruim: sugere um maior volume de negócios, permitindo mapear uma expansão do PIB e da contribuição do setor para a economia nacional.”

Leia a entrevista na íntegra pois vale muito à pena!

http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/520591-a-transgenia-esta-mudando-para-pior-a-realidade-agricola-brasileira-entrevista-especial-com-leonardo-melgarejo


sábado, 3 de agosto de 2013

O Mito da Produtividade dos OGMs

Leia o artigo (em inglês) na íntegra clicando AQUI.

A modificação genética na verdade reduz a produtividade das culturas! Estudo demonstra essa assertiva, minando repetidas declarações de que os organismos genéticamente modificados (OGMs) são necessários para resolver a crescente crise alimentar mundial.

O estudo - realizado ao longo dos últimos três anos na Universidade de Kansas, descobriu que a soja transgênica produz cerca de 10 por cento menos comida do que seu equivalente convencional, contradizendo as afirmações dos defensores da tecnologia que aumenta a produtividade.

Professor Barney Gordon, do departamento de agronomia da universidade, disse que começou a pesquisa porque muitos agricultores que tinham mudado para o cultivo OGM tinham "notado que os rendimentos não são tão elevados como eles esperavam, mesmo em condições ideais ". Ele acrescentou: "As pessoas estavam fazendo a pergunta" como é que eu não conseguir um rendimento tão alto como eu costumava ter antes de usar sementes OGMs? '"

Ele plantou a soja OGM Monsanto e uma variedade convencional quase idêntica no mesmo campo.A cultura genéticamente modificada produziu menos que a convencional na razão de 70 para 77.

Uma situação semelhante parece ter acontecido com algodão OGM em os EUA, onde o total da safra EUA diminuiu após a introdução da tecnologia OGM assumiu. (Veja o gráfico acima).

A conclusão dos estudos da "Avaliação Internacional da Ciência e Tecnologia Agrícola para o Desenvolvimento" foi que as OGMs não eram a resposta para a fome no mundo.

O Professor Bob Watson, diretor do estudo e cientista-chefe do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, quando perguntado se as OGMs poderiam resolver a fome no mundo, disse: "A resposta é simplesmente não!"

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Correndo contra o tempo!



No III Encontro Internacional de Agroecologia, que está acontecendo agora em Botucatu (SP), Vandana Shiva em mesa redonda compartilhada com João Pedro Stedille, alerta para o perigo de em 10 anos os solos agriculturáveis do mundo inteiro estarem irremediavelmente contaminados. maracutaia dos royalties que está por trás das sementes OGMs também foi claramente desmascarada pelos dois renomados palestrantes.O Blog da APA Botucatu esteve presente e pode constatar a força jovem do movimento Agroecológico na America Latina presente a esse bem sucedido encontro.
Saiba mais sobre Vandana Shiva clicando AQUI. E  uma entrevista com ela clicando AQUI.
Saiba mais sobre João Pedro Stedille clicando AQUI.
http://www.fca.unesp.br/#!/noticia/901/iii-eia-reune-mais-de-2-mil-participantes/

domingo, 26 de maio de 2013

Transgênicos no Mundo

Em amarelo e verde, países onde os OGMs foram banidos, ou estão em processo acelerado de transição para o serem.
E o Brasil?
...Por aqui, até as áreas de proteção ambiental (APAs) têm que lutar para não abrigar o perigo dos transgênicos!
Queremos ver o Brasil verde nesse mapa!

Clique para ampliar

sábado, 25 de maio de 2013

Falácias do Agronegócio: -Transgênicos 100% "seguros" !

Pesquisa que foi divulgada em setembro de 2012 na revista científica Foodand Chemical Toxicology, liderada pelo cientista francês Gilles-Eric Séralini, professor da Universidade de Caen, na França, demonstra que ratos alimentados com o milho transgênico da Monsanto NK603, tolerante ao herbicida glifosato, bem como ratos expostos em sua dieta ao próprio glifosato, apresentam maior propensão ao desenvolvimento de tumores. (Trecho do documento feito pela Associação João de Barro que foi apresentado na reunião do Conselho Gestor de 24/05/20013.Leia na íntegra clicando AQUI .Nele foram abordadas as polêmicas em torno dos temas: Agrotóxicos, Aqüífero Guaraní, OGMs , Agroecologia etc, sempre relativos à APA Botucatu).

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A quem interessa os transgênicos sem qualquer restrição?


- Interessa principalmente ao monopólio da Monsanto!

Não queremos organismos geneticamente modificados na APA Botucatu!


A empresa Monsanto controla 90% da produção mundial de OGM. Está presente em 46 países, com 17 500 empregados e tem um volume de negócios de mais de 8 mil milhões de Dólares. Nos últimos anos comprou mais de 50 empresas do ramo para dominar o mercado mundial de sementes.

Na Índia quase todo o algodão cultivado é OGM, as sementes de Monsanto tem um preço quatro vezes mais elevado do que as tradicionais e necessitam da mesma quantidade de pesticida. Uma praga, em 2006 nesse país, destruiu grande parte das culturas de algodão transgênico e mais de 700 camponeses suicidaram-se em seis meses.

A batalha dos OGM esconde enormes interesses financeiros. Ao colocar um gene artificial numa determinada planta, estas multinacionais obtêm a patente dessa planta, portanto são donas delas.


Falácias do Agronegócio




O mito de que os OGM vão acabar com a fome no mundo é mais uma mentira. Na realidade a utilização de OGM não revelaram um aumento da produtividade. Mais grave ainda, os pequenos agricultores ficam dependentes das multinacionais, como Monsanto, quanto à compra de sementes, adubos e pesticidas.

Nos Estados Unidos, 90% da soja e 60% do milho plantados são trangênicos. Um grupo independente de cientitas do Union of Concerned Scientist (UCS), publicou no dia 14 de maio de 2009, um estudo que prova que a produção com recurso aos OGM não melhorou o rendimento agrícola em comparação com as culturas feitas com sementes tradicionais.


Saiba mais sobre isso:
http://www.autourdubio.fr/?post/une-etude-montre-que-les-ogm-n-augmentent-pas-les-rendements-965



OGMs e a APA Botucatu



Vejam a opinião da Bióloga Margarida Silva sobre os transgênicos.Seu ponto de vista é o mesmo que defendemos para o Plano de Manejo da APA Botucatu:o princípio da precaução, visando sempre proporcionar o bem estar social até que os impactos dessa nova tecnologia sobre a saúde humana e o meio ambiente sejam devidamente avaliados.

Outros documentários sobre os perigos dos OGMs para a saúde e ambiente:

FUTURE OF FOOD: http://video.google.com/videoplay?docid=-3643830908060069005&q=future+of...
GMOs - PANACEA OR POISON: http://video.google.com/videoplay?docid=-4257109745160540352&q=panacea+o...

Esse documentário tem legendas: 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Não queremos OGMs na APA Botucatu!

A retórica oficial desde o início dos anos 90 proclama que os alimentos geneticamente modificados (OGM ou GM) são equivalentes aos seus correspondentes naturais que existem desde há séculos. Mas esta é uma afirmação puramente política, sem nada de científico. Numerosos cientistas do FDA [a autoridade americana de segurança alimentar] têm sistematicamente considerado estes novos alimentos GM como preocupantes. Para além do potencial para causarem problemas nutricionais e alérgicos difíceis de detectar, os cientistas afirmaram que "A possibilidade de mudanças acidentais inesperadas nas plantas GM" pode conduzir a "concentrações inesperadamente elevadas das substâncias tóxicas da planta"...
As plantas GM poderão ter, segundo eles, "níveis aumentados de toxinas naturais conhecidas... aparecimento de novas toxinas ainda não identificadas" e uma tendência acrescida de incorporar "substancias tóxicas do ambiente" tais como "pesticidas ou metais pesados." Os cientistas do FDA recomendaram que todos os alimentos GM fossem testados "antes de ser introduzidos no mercado."

Mas o FDA tinha ordens da Casa Branca para promover a indústria da engenharia genética e o seu responsável político tinha sido anteriormente advogado da Monsanto (mais tarde tornou-se vice-presidente da empresa). As regras definidas pelo FDA ignoraram os avisos dos seus cientistas e passaram a permitir a comercialização de OGM sem os necessários estudos de segurança. 
Os resultados dos poucos estudos de segurança que têm sido efectuados são perturbadores - os animais de laboratório alimentados com dietas GM apresentam múltiplos danos. Os relatos dos agricultores são ainda menos brilhantes - a doença, esterilidade ou morte em milhares de animais é apontada à sua dieta transgénica.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

APAs e o desafio da sustentabilidade


As técnicas na agricultura têm sido utilizadas como instrumentos para atender ao imediatismo que rege a mentalidade capitalista que visa à obtenção do máximo de lucro, no menor espaço de tempo possível. É essa a mentalidade que tem levado à dilapidação dos recursos naturais e aos desastres ecológicos que se vivenciam atualmente. Como disse Engels, "em face da Natureza, como em face da Sociedade, o modo atual de produção só leva em conta o êxito inicial e mais palpável".
Procurando atender a tal objetivo, a pesquisa científica tem-se voltado à produção de tecnologias que levam à homogeneização genética, através da produção de híbridos.Na verdade,as vinculações crescentes da agricultura com a indústria, que lhe impõe uma série de exigências e "padrões de qualidade", levam à utilização de tecnologias que resultam numa homogeneização dos produtos, visando a economias de escala e à superação de algumas características consideradas entraves biológicos. Porém, essa homogeneização, levando à perda da variabilidade, provoca a redução da resistência e da capacidade de adaptação e evolução das espécies- " Da mesma forma, a utilização de agrotóxicos para a eliminação de determinadas pragas ou para o controle de certas doenças prende-se à mentalidade que privilegia a adoção de soluções imediatas para os problemas, sem a preocupação com as implicações que tais métodos possam vir a provocar no equilíbrio dos ecossistemas".

Fonte