Na manhã desta quinta-feira (28/02/2013) dois agentes do Grupo de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Civil Municipal (GCM), juntamente com uma equipe do Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), da Unesp de Botucatu, realizaram uma ação de resgate no pátio da Escola Armando Salles de Oliveira, no Jardim Peabiru( Botucatu), onde um veado catingueiro havia sido encontrado no pátio
Podendo viver até os 20 anos, o veado catingueiro tem seu habitat natural em matas densas que margeiam os rios, mas em razão do desmatamento constante pode ser encontrado em campos abertos e matas próximas às regiões urbanas e acabam entrando em contato com o ser humano.
O professor/doutor Carlos Teixeira, responsável pelo Cempas, frisa que muitos animais chegam à área urbana e buscam refúgio em residências porque estão perdendo seu espaço na natureza. “Cada vez mais estão diminuindo bosques e florestas e isso está fazendo com que os animais entrem em contato com o ser humano e muitas vezes acabam sendo mortos”, alertaTeixeira.
Fonte: Jornal Acontece Botucatu
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Cervidae
Nome científico: Mazama gouazoubira
Nome vulgar: Veado-catingueiro ou Veado Virá
Categoria: Ameaçado
É uma das espécies de pequeno cervídeo existentes em nosso Estado. Mede aproximadamente 1,0 a 1,40 m e pesa cerca de 17 a 23 kg. Sua cor é marrom acinzentada sendo a cauda branca no lado inferior. Só os machos possuem chifres e os mesmos são pequenos e simples, com cerca de 7 cm de altura e por isso são denominados também de simplicicorne. A fêmea geralmente dá um filhote por cria e este, ao nascer, apresenta uma série de manchas brancas lateralmente, formando linhas longitudinais e que servem para camuflar o pequeno animal. Habitam as áreas de matas, mas preferem os locais mais limpos e abertos (sem vegetação arbórea) onde pastam principalmente à noite. Alimentam-se de capim, plantas jovens e frutinhos. É um animal muito ágil, desenvolvendo boa velocidade, o que faz através de saltos contínuos que podem alcançar 4 ou mais metros de extensão. Quando perseguidos, procuram os rios, pois nadam muito bem.Fonte
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Pulverização aérea é ineficiente!
Além de permitir o uso de substâncias que já são proibidas em países desenvolvidos, o Brasil adota outra prática banida pela União Européia desde janeiro de 2009: a pulverização aérea de plantações, que, no intuito de abranger a maior área possível de cultivo, também contamina o ar, solo, mananciais, estradas e até vilarejos a quilômetros de distância.
Tática de guerra – “É uma prática que lembra uma guerra [Vietnã], usar avião para despejar veneno. É preciso proibir essa prática o mais rápido possível”, diz o médico e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignati, um dos maiores especialistas no assunto. A pesquisadora do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Isabel Fontes Jardim concorda. Uma tese de doutorado orientada por ela em 2009 mostrou que, além de prejudicial à saúde, a prática é ineficaz. “Somente 1% do produto aplicado atinge o alvo. Os 99% restantes vão para o ar, água e solo.”
Especialista em agrotóxicos e sua relação com doenças, a médica e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará Raquel Rigotto diz que as normas brasileiras que determinam limites para a prática são ineficazes – como uma distância mínima de 500 metros para povoados e de 250 para mananciais. “Num ecossistema, isso [os limites] é muito pouco. Há vários aspectos que interferem, como os ventos, a temperatura, a umidade. Não há como controlar. Portanto, a prática precisa ser abolida!
Tática de guerra – “É uma prática que lembra uma guerra [Vietnã], usar avião para despejar veneno. É preciso proibir essa prática o mais rápido possível”, diz o médico e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignati, um dos maiores especialistas no assunto. A pesquisadora do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Isabel Fontes Jardim concorda. Uma tese de doutorado orientada por ela em 2009 mostrou que, além de prejudicial à saúde, a prática é ineficaz. “Somente 1% do produto aplicado atinge o alvo. Os 99% restantes vão para o ar, água e solo.”
Especialista em agrotóxicos e sua relação com doenças, a médica e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará Raquel Rigotto diz que as normas brasileiras que determinam limites para a prática são ineficazes – como uma distância mínima de 500 metros para povoados e de 250 para mananciais. “Num ecossistema, isso [os limites] é muito pouco. Há vários aspectos que interferem, como os ventos, a temperatura, a umidade. Não há como controlar. Portanto, a prática precisa ser abolida!
Aspersão de agrotóxicos por avião? Não!!!
Entidades ambientalistas da região assinam moção de apoio ao projeto de lei da Vereadora Letícia Castaldi de São Manuel que objetiva a proibição da aspersão de agrotóxicos por avião.Vejam:
moção de apoio pela aprovação do Projeto de Lei nº01/2013
que dispõe
sobre a proibição de pulverização aérea de agrotóxicos no município de são
manuel/sp
Nós, abaixo-assinados,
cientes da importância socioambiental do projeto de Lei n.º 1 /2013, que proíbe
a pulverização aérea de agrotóxicos no município de São Manuel, nos manifestamos
a favor da aprovação da lei, pelos motivos abaixo relacionados:
1.
Dados atuais da Embrapa
comprovam que no máximo 32% dos agrotóxicos utilizados para pulverização aérea
atingem as plantas. O restante dos agrotóxicos utilizados se perde na deriva,
contaminando o solo, rios, lavouras, fauna e flora nativas e populações humanas
rurais e urbanas na área de influência da atividade;
2. O consumo anual de agrotóxicos no Brasil tem sido superior a 300 mil
toneladas de produtos comerciais. Expresso em quantidade de ingrediente-ativo
(i.a.), são consumidas anualmente no país cerca de 130 mil toneladas(SPADOTTO,
2006);
3. Nos últimos quarenta anos observou-se um aumento no consumo de
agrotóxicos de 700%, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período
(SPADOTTO et al., 2004);
4. No território de São Manuel existem 3 pontos de captação de água
superficial para abastecimento público, o que potencializa a contaminação por
agrotóxicos de toda a população da região;
5. Além dos perigos aos seres humanos, nos aspectos ocupacionais,
alimentares e de saúde pública, sabe-se que a introdução de agrotóxicos no
ambiente pode provocar efeitos indesejáveis, tendo como conseqüência mudanças
no funcionamento do ecossistema afetado;
6. Os problemas causados pelos agrotóxicos à
saúde humana tem caráter endêmico na região, onde os casos crônicos são usualmente sub -
notificados diante da ausência de treinamento para notificação em Prontos
socorros.
Não aos agrotóxicos, desenvolvimento
sim a qualquer custo NÃO !
Pela imediata aprovação da Lei nº01/2013.
28 de fevereiro de 2013.
A história dos nossos municípios
Os municípios que compõe o território da APA perímetro Botucatu possuem o seguinte histórico de formação através do desmembramento do município de Sorocaba:
![]() |
| Clique para ampliar |
Desmembramento dos
municípios pertencentes à APA Corumbataí, Botucatu e Tejupá, perímetro
Botucatu.
Fonte: ENGEA,
1990; SEADE, 2010.
Botucatu originou-se da antiga fazenda jesuítica do Monte Alegre. Posseiros vindos de Minas Gerais formaram o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Cima da Serra, que se transformou em freguesia em 1846 e município em 1855, quando finalmente se separou de Itapetininga (ENGEA, 1990).
Os mineiros também fundaram, no território de Botucatu, o povoado do Rio Novo. Este povoado elevou-se a freguesia em 1870 e desmembrou-se de Botucatu, em 1875, com o nome de Avaré. Seu crescimento foi extremamente rápido, devido ao progresso da lavoura canavieira. Em 1891, desligou-se do município de Avaré o antigo distrito de São João de Itatinga, também alçado a categoria de município (ENGEA, 1990).
Em 1866, Bofete também se desligou de Botucatu. O povoado de Patrimônio de Nossa Senhora da Piedade, que cercava a antiga capela, foi elevada a categoria de freguesia, com o nome de Rio Bonito. Esta foi transferida para Tatuí em 1871. Já em 1880, tornou-se vila e teve sua denominação mudada de Bofete em 1921 (SEADE, 2010).
Foi ainda do município de Botucatu que se originou São Manuel. Povoação fundada por mineiros em 1870, em volta de capela erigida por Manuel Gomes Faria na localidade denominada Água Clara, este se tornou freguesia em 1880 e município em 1885. Seu rápido crescimento também se deve ao grande desenvolvimento de suas fazendas de café (ENGEA, 1990).
O núcleo inicial da cidade de Pardinho foi fundado nas terras da Fazenda Santo Inácio no século XIX. Este cresceu em função do plantio do café. Em 1891, tornou-se distrito de Botucatu com o nome de Espírito Santo do Rio Pardo, alterado para Pardinho, em 1938. Sendo a última área a emancipar-se de Botucatu foi elevada a município em 1959 (SEADE, 2010).
O município de Angatuba, por sua vez, desmembrou-se de Itapetininga. Teve origem na antiga capela do Ribeirão Grande do Bairro Palmital, em torno da qual se erguia o povoado, fundado em 1864. Em 1872, foi elevado a freguesia e em 1885 a município. Sua denominação original era Espírito Santo da Boa Vista, alterada para Angatuba em 1908 (ENGEA, 1990). Esta foi povoada, em grande parte, pelas famílias vindas de Minas Gerais e sua economia foi baseada nas culturas do café e do algodão (SEADE, 2010).
Guareí teve sua fundação num clima de disputa entre um grupo de prussianos e o proprietário Elias Ayres do Amaral. Os prussianos venceram a disputa e estabeleceram no local em torno da capela São João Batista, entre os rios Guareí e Guarda-Mor. Em 1880, tornou-se município ao se desmembrar de Itapetininga (SEADE, 2010).
Torre de Pedra tornou-se distrito de Tatuí em 1922 e foi transferido para o município de Porangaba em 1927. Seu desenvolvimento foi promovido pela agricultura. Sua elevação a categoria de município ocorreu em 1991 (SEADE, 2010).
FONTE: Plano de Manejo da APA, perímetro Botucatu
Abrigo Sarandi no Município de Guareí
O sítio arqueológico do Abrigo Sarandi foi um dos importantes atributos para a criação da APA Corumbataí, Botucatu e Tejupá, em 1983, cujo um dos objetivos foi proteger o patrimônio arqueológico da área (CETESB, 2005).
O Abrigo Sarandi constitui um Sítio arqueológico lítico, numa cavidade natural, encravada num morro residual de arenito Botucatu recoberto por derrame basáltico da Formação Serra Geral, em meio a uma pequena mancha de mata, em uma altitude de 730 m.
Seus vestígios materiais contribuíram para o conhecimento a respeito de população caçadora-coletora por volta de 4.000 anos a.C.
Desse modo, o abrigo sob rocha em profundidade, apresenta a ocorrência de líticos lascados e estruturas de combustão. A vegetação atual sobre esta é a mata e a savana. A área em que se localiza é privada. A água mais próxima é do Ribeirão Inhoaiva.
Fonte: Plano de Manejo da APA Botucatu
O Abrigo Sarandi constitui um Sítio arqueológico lítico, numa cavidade natural, encravada num morro residual de arenito Botucatu recoberto por derrame basáltico da Formação Serra Geral, em meio a uma pequena mancha de mata, em uma altitude de 730 m.
Seus vestígios materiais contribuíram para o conhecimento a respeito de população caçadora-coletora por volta de 4.000 anos a.C.
Desse modo, o abrigo sob rocha em profundidade, apresenta a ocorrência de líticos lascados e estruturas de combustão. A vegetação atual sobre esta é a mata e a savana. A área em que se localiza é privada. A água mais próxima é do Ribeirão Inhoaiva.
Fonte: Plano de Manejo da APA Botucatu
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Biodiversidade e risco
Você sabia que ao menos 70% das espécies da Terra são desconhecidas?
Thomas Lewinsohn, professor do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),avalia que, para descrever todas as espécies que se estima haver no Brasil, seriam necessários cerca de 2 mil anos. “Para descrever todas as espécies do mundo o número seria parecido. Mas não temos esse tempo”, disse.
Thomas Lewinsohn, professor do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),avalia que, para descrever todas as espécies que se estima haver no Brasil, seriam necessários cerca de 2 mil anos. “Para descrever todas as espécies do mundo o número seria parecido. Mas não temos esse tempo”, disse.
“Dá para fazer? Sim, mas qual é o custo?”, questionou Lewinsohn. Um artigo publicado recentemente na revista Science apontou que seriam necessários de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão por ano, durante 50 anos, para descrever a maioria das espécies do planeta.
Novamente, o número pode assustar os desavisados, mas, de acordo com Lewinsohn, o montante corresponde ao que se gasta no mundo com armamento em apenas cinco dias. “Somente em 2011 foram gastos US$ 1,7 trilhão com a compra de armas. É preciso colocar as coisas em perspectiva”, defendeu.
Leia o artigo na íntegra clicando AQUI
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Vulnerabilidade das nossas águas subterrâneas
![]() |
| Clique para ampliar |
No Mapa acima estão destacadas as áreas dos aquíferos subterrâneos da região da APA com maior vulnerabilidade natural à poluição.Verifica-se que a maior parte da área da APA Botucatu seria classificada na categoria “Média alta” de vulnerabilidade. Esse mapa foi desenvolvido pelo Centro de Engenharia Sanitária e Ciências do Ambiente da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) em parceria com técnicos do DAEE, da CETESB e do Instituto Geológico.
Fonte: Plano de Manejo da APA Botucatu
Biomas e fitofisionomias
Na APA perímetro Botucatu temos os Biomas da Mata Atlântica e Cerrado, com as fitofisionomias Floresta Estacional Semidecidual, Savana Arborizada (cerrado "stricto sensu"), Savana Florestada (cerradão), Campos Úmidos e áreas de várzeas.
Observa-se a maior proporção da Floresta Estacional Semidecidual (bioma Mata Atlântica- em verde), manchas de Savana (Cerrado- em laranja) e manchas de formações de contato com a Savana e a Floresta Estacional Semidecidual (em cinza claro). As manchas de Savana e de contato (transição) de formações vegetais, em sua maioria se encontram na depressão periférica, enquanto que a formação de Floresta Estacional Semidecidual encontra-se no planalto, nas Cuestas Basálticas e na Depressão Periférica.
No interior do Estado de São Paulo, as formações vegetais estão restritas em áreas de alta declividade ou áreas em que o solo não apresenta atributos desejáveis para a instalação de culturas agrícolas. Esta situação atual vem do histórico de ocupação do solo tanto para o Estado quanto para o país. Através do avanço da agropecuária e da zona urbana, a vegetação nativa restringiu-se a pequenos fragmentos ou remanescentes. Na APA Botucatu é clara esta situação, onde os remanescentes de vegetação nativa estão principalmente nas frentes das Cuestas, Morros Testemunhos e em alguns cursos de água de maior largura ou quando encaixados em relevo acidentado.
Fonte: Plano de Manejo da APA perímetro Botucatu.
Observa-se a maior proporção da Floresta Estacional Semidecidual (bioma Mata Atlântica- em verde), manchas de Savana (Cerrado- em laranja) e manchas de formações de contato com a Savana e a Floresta Estacional Semidecidual (em cinza claro). As manchas de Savana e de contato (transição) de formações vegetais, em sua maioria se encontram na depressão periférica, enquanto que a formação de Floresta Estacional Semidecidual encontra-se no planalto, nas Cuestas Basálticas e na Depressão Periférica.
No interior do Estado de São Paulo, as formações vegetais estão restritas em áreas de alta declividade ou áreas em que o solo não apresenta atributos desejáveis para a instalação de culturas agrícolas. Esta situação atual vem do histórico de ocupação do solo tanto para o Estado quanto para o país. Através do avanço da agropecuária e da zona urbana, a vegetação nativa restringiu-se a pequenos fragmentos ou remanescentes. Na APA Botucatu é clara esta situação, onde os remanescentes de vegetação nativa estão principalmente nas frentes das Cuestas, Morros Testemunhos e em alguns cursos de água de maior largura ou quando encaixados em relevo acidentado.
Fonte: Plano de Manejo da APA perímetro Botucatu.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Passivos Ambientais X Ativos Ambientais
A água é hoje, sem dúvida, um bem de valor econômico e já começa a ser tratada como uma mercadoria (commodity) em todo o planeta. Isso ocorre porque sua disponibilidade,
principalmente para consumo humano, vem exigindo custos cada vez mais elevados de tratamento, frente ao cenário atual de alteração de suas características, tanto sob o ponto de vista qualitativo como quantitativo, como também do aumento de sua demanda.
Assim, é imperativo que os órgãos gestores dos recursos hídricos, qualquer que seja o país, adotem, de forma eficaz, medidas que protejam e que tornem sustentáveis os recursos
hídricos, sejam superficiais ou subterrâneos.
No Brasil, a atenção dispensada à água subterrânea só começou na última década, até por que não se imaginava uma degradação expressiva dos recursos hídricos superficiais,
considerados quase que inesgotáveis. Essa atenção ficou evidenciada a partir de uma demanda sobre o uso sustentável das áreas de recarga do Aqüífero Guarani, um dos maiores do mundo, tendo por base uma proposta de agenda básica apresentada em Curitiba em 1996, na qual estavam incluídas ações de proteção das suas áreas de recarga direta.
...
Atualmente, vivem sob a área de ocorrência/influência do Aquífero Guarani cerca de 15 milhões de pessoas, usuárias potenciais e que, em determinado momento, poderão vir a ser
usuárias efetivas, condição essa que atribui um valor inestimável a esse imenso reservatório subterrâneo, tanto sob os aspectos sociais quanto econômicos e ambientais.
Leia esse artigo na íntegra clicando AQUI
Recarga do Aquífero em Municípios da APA Botucatu
Segundo os dados da CETESB compilados abaixo, cinco municípios pertencentes à APA Botucatu possuem área de recarga direta do Aquífero Guarani em mais que 40% do seu território:
Município % da área do município sobre o afloramento
Município % da área do município sobre o afloramento
- São Manuel 43
- Torre de Pedra 100
- Bofete 91
- Pardinho 55
- Itatinga 60
As áreas de recarga direta são regiões onde o Aqüífero Guarani encontra-se mais vulnerável. O mal uso das terras localizadas nessas áreas pode, portanto, comprometer a qualidade da água. Esse cenário mostra a necessidade de cuidados especiais quanto ao manejo dessas áreas, em particular quanto à disposição de produtos tóxicos, lixo urbano, rejeitos industriais e aplicação de agrotóxicos no solo. A gestão sustentável do Aqüífero Guarani depende, pois, da identificação e controle das fontes de poluição em toda sua extensão, não só nas áreas confinadas, mas também e, principalmente, nas áreas de recarga direta.(EMBRAPA)
Fazendo-se o cruzamento dos dados acima com os resultados da pesquisa de Marco Antonio Ferreira Gomes & outros podemos perceber o alto risco de contaminação do Aquífero Guarani em áreas da APA Botucatu:
![]() |
| Clique para ampliar |
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Pardinho
Pardinho tem grande percentual do seu território dentro da APA Botucatu: 68%.
Passou a se chamar Pardinho, por se localizar próximo as cabeceiras do rio Pardo.
Possui importante Centro Cultural da região, o Centro Max Feffer, cujo edifício é referência nacional de arquitetura sustentável.
O Aqüífero Guarani enfrenta ameaças preocupantes
O Aquífero Guarani – o maior reservatório de águas subterrâneas do Brasil e um dos maiores do mundo – enfrenta ameaças preocupantes. Além do risco de superexploração em alguns pontos, da contaminação por poluentes industriais e da falta de estratégias para sua gestão sustentável, ele enfrenta um problema estrutural: a falta de conhecimento sobre esse imenso reservatório, que se estende por uma área de aproximadamente 840,000 km ² metros quadrados (só no subsolo de oito estados brasileiros, ou seja, sem considerarmos os outros países):“Muitos não sabem o que é a água subterrânea e desconhecem a sua importância.Dois bilhões de pessoas dependem dela no mundo”.
De acordo com o hidrogeólogo Ricardo Hirata, da Universidade de São Paulo (USP), a contaminação atual do aquífero ainda não suscita alarmismo, mas atenção. “Já temos alguns casos de contaminação, e temos que ter cuidado no manejo do uso do solo para que novos casos não ocorram”. Segundo ele, a melhor forma de se proteger as águas subterrâneas é não poluí-las. “A remediação de um aqüífero é muito difícil. É como tentar tirar espuma de sabão de uma esponja quando se lava a louça: você continua apertando e sempre sobra um pouco de sabão”, compara. “Da mesma forma, o aquífero tem bilhões e bilhões de poros, e o contaminante fica lá dentro. E olha que a esponja você consegue apertar! No caso do aquífero você tem formas químicas de descontaminação, mas são processos muito caros e demorados.”
FONTE (2006)
O Aquífero Guarani e a ameaça dos herbicidas
O Aquífero Guarani, manancial subterrâneo de onde sai 100% da água que abastece Ribeirão Preto, cidade do nordeste paulista localizada a 313 quilômetros da capital paulista, está ameaçado por herbicidas.
A conclusão vem de um estudo realizado a partir de um monitoramento do Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) em parceria com um grupo de pesquisadores, que encontrou duas amostras de água de um poço artesiano na zona leste da cidade com traços de diurom e haxazinona, componentes de defensivo utilizado na cultura da cana-de-açúcar.
...
O monitoramento também encontrou sinais dos mesmos produtos no Rio Pardo, considerado como alternativa para captação de água para a região no longo prazo. “Isso mostra que, se a situação não for resolvida e a prevenção feita de forma adequada, Ribeirão Preto pode sofrer perversamente, já que a opção de abastecimento também será inviável se houver a contaminação”.
FONTE
Recarga do Aquífero Guarani: saiba mais
A água subterrânea está conectada ao ciclo hidrológico, ou seja, ocorrem estreitas e permanentes relações entre as águas atmosféricas, superficiais e subterrâneas. Além de que ocorrem
interações constantes com os ciclos biogeoquímicos da biosfera. As águas subterrâneas, devido à capacidade de armazenamento das rochas aqüíferas e das características do movimento das águas no interior de tais rochas, representam uma reserva hídrica estratégica.
A articulação entre as águas atmosféricas, superficiais e subterrâneas justifica a necessidade de planejar o uso e ocupação do solo para promover a conservação das características da reserva hídrica, e, numa perspectiva mais abrangente, do meio ambiente considerando que há cidades e rios abastecidos por aqüíferos.
O Aqüífero Guarani possui áreas de recarga (também conhecidas como afloramentos), de confinamento e de descarga.
A infiltração das águas meteóricas ainda é o principal elemento no abastecimento (recarga) do Aqüífero Guarani. A infiltração, sendo um fenômeno que possui características físicas e químicas, apresenta variáveis intrinsecamente relacionadas às condições das camadas de solo e aos processos bioquímicos que ocorrem em tais camadas, formando um sistema interativo conectado à reserva hídrica subterrânea.Diversos componentes, naturais e de origem antrópica, interagem ao longo dos processos de uso e ocupação do solo.
A cobertura vegetal é um dos componentes que concorre para o ajustamento das variáveis internas do sistema, ou seja, contribui para a manutenção do equilíbrio da bacia hidrográfica e é fundamental para a conservação dos recursos hídricos, edáficos e bióticos.
FONTE
O que são os afloramentos do Aquífero Guarani?
Conheça Melhor o Aquífero Guarani
Uma Bacia Gigantesca*
![]() |
1
|
Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo, há outro reservatório, chamado Aquífero Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades.
|
3
|
Nas margens do aquífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados afloramentos. É por aqui que a chuva entra e também por onde a contaminação pode acontecer.
|
2
|
O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega aqui está limpinho.
|
4
|
A cada 100 metros de profundidade, a temperatura do solo sobe 3 graus Celsius. Assim, a água lá do fundo fica aquecida. Neste ponto ela está a 50 graus.
|
| * Figuras e Textos Extraídos da Revista Super Interessante nº 07 ano 13 |
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Não aos passivos ambientais na APA Botucatu!
No texto abaixo, extraído do trabalho de Carolina Villa e Wagner C.Pinheiro vemos escancarados os conflitos de interesses entre os produtores de cana de açúcar e os democratas sócio-ambientalistas:
O trabalho em questão é contundente sobre os danos por poluição já causados ao Aquífero Guarani na região de R.Preto.
![]() |
| Clique para ampliar |
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
I Seminário de Área de Proteção Ambiental do Brasil
Com o objetivo de
fortalecer a gestão das Áreas de Proteção Ambiental (APA) e registrar casos bem
sucedidos e suas lições aprendidas desta categoria de unidade de conservação, o
Ministério do Meio Ambiente (MMA), sob a liderança do Departamento de Áreas
Protegidas (DAP/MMA) e do Departamento de Conservação da Biodiversidade
(DCBio/MMA), por meio do Projeto Proteção da Mata Atlântica II, e o Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, com apoio da Cooperação Técnica
Alemã (GIZ), além de outros parceiros, irão realizar em Brasília, nos dias 05,
06 e 07 de março de 2013 o I Seminário de Área de Proteção Ambiental do Brasil.
O objetivo geral do
evento é contribuir para o aprimoramento da gestão da categoria APA, com os
seguintes objetivos específicos:
·
Coletar
subsídios para a definição de recomendações para a criação e implementação da
categoria APA.
·
Debater
recomendações para a regulamentação da categoria
·
Trocar
experiências exitosas e boas práticas na gestão de APA
O
evento possui vagas limitas (150 pessoas) e a inscrição é gratuita, porém o
evento não possui recursos para apoio de deslocamento e hospedagem. Isso deve
correr por conta do participante. Caso você tenha
interesse de se inscrever no evento, favor enviar mensagens para Marcos
Pinheiro (através do email: acariquara@gmail.com), consultor do
Projeto Proteção da Mata Atlântica II para este evento.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Atributos históricos da APA em Botucatu
![]() |
| Clique para ampliar |
O município de Botucatu e a APA Botucatu
No mapa abaixo está destacada a sobreposição entre a área do município de Botucatu (cinza) e a área da APA Botucatu (amarelo):
![]() |
| Clique para ampliar |
Condições ambientais no cerrado
As condições ambientais reinantes nas regiões de domínio de cerrado (leia mais sobre o cerrado) compreendem: clima quente (geadas muito raras ou ausentes), estação seca bem definida (no inverno) e solos profundos, porosos, ácidos e de baixa fertilidade e elevada saturação de alumínio.
Essas condições ambientais, agindo conjuntamente, são determinantes para delinear as formas e a fisionomia da vegetação do cerrado, com suas árvores tortuosas e de casca espessa, esparsas sobre um campo coberto por gramíneas ralas, subarbustos e ervas. Grande parte das ervas e praticamente todas as gramíneas secam no inverno, tornando a vegetação, como um todo, muito vulnerável a incêndios. Sabe-se que, mesmo antes da ocupação humana, a vegetação do cerrado era queimada periodicamente por incêndios naturais, provavelmente desencadeados por raios.
Disso resultou uma seleção de espécies altamente resistentes a fogo, capazes de sobreviver ou rebrotar e algumas delas até dependem da passagem do fogo para sua reprodução.
Hoje, com a fragmentação do cerrado, e a intensificação da ação antrópica, os incêndios tornaram-se muito mais freqüentes que era natural, exercendo uma pressão negativa sobre a biodiversidade. Um único incêndio pode destruir totalmente um fragmento de cerrado, eliminando não só as espécies vegetais mas também as animais que ficam sem alimentos e abrigo por algum tempo. (pg 174 do livro "Flora e Fauna: um dossiê ambiental- Capítulo escrito por Giselda Durigan)
Essas condições ambientais, agindo conjuntamente, são determinantes para delinear as formas e a fisionomia da vegetação do cerrado, com suas árvores tortuosas e de casca espessa, esparsas sobre um campo coberto por gramíneas ralas, subarbustos e ervas. Grande parte das ervas e praticamente todas as gramíneas secam no inverno, tornando a vegetação, como um todo, muito vulnerável a incêndios. Sabe-se que, mesmo antes da ocupação humana, a vegetação do cerrado era queimada periodicamente por incêndios naturais, provavelmente desencadeados por raios.
Disso resultou uma seleção de espécies altamente resistentes a fogo, capazes de sobreviver ou rebrotar e algumas delas até dependem da passagem do fogo para sua reprodução.
Hoje, com a fragmentação do cerrado, e a intensificação da ação antrópica, os incêndios tornaram-se muito mais freqüentes que era natural, exercendo uma pressão negativa sobre a biodiversidade. Um único incêndio pode destruir totalmente um fragmento de cerrado, eliminando não só as espécies vegetais mas também as animais que ficam sem alimentos e abrigo por algum tempo. (pg 174 do livro "Flora e Fauna: um dossiê ambiental- Capítulo escrito por Giselda Durigan)
Marcadores:
Atributos,
Cerrado,
Flora,
Vulnerabilidades
Limites da APA Botucatu no Google Earth
No site da WWF (Observatório das UCs) é possível se consultar a APA Perímetro Botucatu no Google Earth.
Clique aqui para ver: http://observatorio.wwf.org.br/unidades/mapa/654/
Clique aqui para ver: http://observatorio.wwf.org.br/unidades/mapa/654/
![]() |
| Clique para ampliar |
Saiba mais sobre o Cerrado
O Bioma predominante na APA Botucatu é o Cerrado.Saiba mais sobre ele:
De maneira geral e simplificada, o termo cerrado pode ser empregado com dois sentidos diferentes. Um deles diz respeito ao segundo maior bioma do Brasil, com cerca de 2.000.000 Km2, que deve ser escrito com letra maiúscula - Cerrado. O termo cerrado também é empregado para designar localmente as savanas, formações vegetais que predominam na paisagem do bioma.
Savana é o nome dado às formações vegetais que apresentam árvores retorcidas, não muito altas, em meio a um extenso "capinzal" rasteiro. Além de abrigar o conjunto de savanas com maior biodiversidade do planeta, o bioma Cerrado é um mosaico composto por formações vegetais que vão de campos limpos a diversos tipos de florestas.
Quando falamos "cerrado stricto sensu" estamos nos referindo apenas às formações savânicas, já o termo "cerrado lato sensu" abrange, as formações campestres até os cerradões, incluindo as savanas. FONTE
No Estado de São Paulo, o cerrado ocorre de forma espacialmente fragmentada,interrompido muitas vezes por outras formações vegetais. Originalmente, o cerrado correspondia a cerca de 14% do território paulista. No período de 1971 a 1973, o cerradão, o cerrado sensu strictu e o campo cerrado cobriam, respectivamente,105.390 ha (0,42%), 784.990 ha (3,16%) e 148.390 ha (0,60%), totalizando 4,18% do território do Estado.
Atualmente, as formações de cerrado ocupam 1,17% do
território paulista (projeto Olho Verde, SMA, 1992).
O cerrado está sendo reduzido de modo intenso, desde o início do século,inicialmente devido ao uso desta vegetação como fornecedora de lenha (carvão vegetal) e de moirões de cerca, além do uso destas áreas como pasto natural para pecuária. Mais recentemente, muitas áreas do cerrado foram removidas
para dar lugar aos reflorestamentos incentivados de Eucaliptos sp e novas atividades agropecuárias, principalmente cana de açúcar, citrus e gado bovino.FONTE
![]() |
| FONTE |
De maneira geral e simplificada, o termo cerrado pode ser empregado com dois sentidos diferentes. Um deles diz respeito ao segundo maior bioma do Brasil, com cerca de 2.000.000 Km2, que deve ser escrito com letra maiúscula - Cerrado. O termo cerrado também é empregado para designar localmente as savanas, formações vegetais que predominam na paisagem do bioma.
Savana é o nome dado às formações vegetais que apresentam árvores retorcidas, não muito altas, em meio a um extenso "capinzal" rasteiro. Além de abrigar o conjunto de savanas com maior biodiversidade do planeta, o bioma Cerrado é um mosaico composto por formações vegetais que vão de campos limpos a diversos tipos de florestas.
Quando falamos "cerrado stricto sensu" estamos nos referindo apenas às formações savânicas, já o termo "cerrado lato sensu" abrange, as formações campestres até os cerradões, incluindo as savanas. FONTE
No Estado de São Paulo, o cerrado ocorre de forma espacialmente fragmentada,interrompido muitas vezes por outras formações vegetais. Originalmente, o cerrado correspondia a cerca de 14% do território paulista. No período de 1971 a 1973, o cerradão, o cerrado sensu strictu e o campo cerrado cobriam, respectivamente,105.390 ha (0,42%), 784.990 ha (3,16%) e 148.390 ha (0,60%), totalizando 4,18% do território do Estado.
Atualmente, as formações de cerrado ocupam 1,17% do
território paulista (projeto Olho Verde, SMA, 1992).
O cerrado está sendo reduzido de modo intenso, desde o início do século,inicialmente devido ao uso desta vegetação como fornecedora de lenha (carvão vegetal) e de moirões de cerca, além do uso destas áreas como pasto natural para pecuária. Mais recentemente, muitas áreas do cerrado foram removidas
para dar lugar aos reflorestamentos incentivados de Eucaliptos sp e novas atividades agropecuárias, principalmente cana de açúcar, citrus e gado bovino.FONTE
Marcadores:
Atributos,
Boca no Trombone,
Cerrado,
Flora,
Vulnerabilidades
Guareí
Guareí tem 26% do seu território dentro da APA Botucatu.
Localiza-se a uma latitude 23º22'22"sul e a uma longitude 48º11'03" oeste, estando a uma altitude de 635 metros. Possue 566,260 km² de área e sua população estimada em 2004 era de 11.083 habitantes.
Em seu território Guy Collet, figura expoente na arqueologia do Brasil, achou o Abrigo de Sarandi, sítio com registros pré-históricos de cerca de 6.000 anos, cuja escavação iniciou com S. Caldarelli, que acabou defendendo sua tese sobre este local;
Localiza-se a uma latitude 23º22'22"sul e a uma longitude 48º11'03" oeste, estando a uma altitude de 635 metros. Possue 566,260 km² de área e sua população estimada em 2004 era de 11.083 habitantes.
Em seu território Guy Collet, figura expoente na arqueologia do Brasil, achou o Abrigo de Sarandi, sítio com registros pré-históricos de cerca de 6.000 anos, cuja escavação iniciou com S. Caldarelli, que acabou defendendo sua tese sobre este local;
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Glifosato na APA Botucatu? Não !!!
Na Nova Zelândia testaram o efeito do glifosato num peixe de água doce, tanto na presença como na ausência de um parasita frequente. Acontece que, quando o peixe está na presença dos dois fatores (glifosato e parasita) o impacto total é muito superior ao impacto de cada fator em separado. Ou seja, o glifosato tem um efeito sinergístico e magnifica as consequências da presença do parasita. Podem retirar-se duas conclusões deste estudo: os valores máximos legais parecem ser demasiado permissivos para realmente protegerem o ambiente, e o Roundup/glifosato afinal tem um lado negro até aqui desconhecido. Considerando que este químico é aplicado em dezenas de milhares de hectares de culturas, quem protege o ambiente?
Veja o artigo científico aqui: Synergistic Effects of Glyphosate Formulation and Parasite Infection on Fish Malformations and Survival.
Não queremos OGMs na APA Botucatu!
A retórica oficial desde o início dos anos 90 proclama que os alimentos geneticamente modificados (OGM ou GM) são equivalentes aos seus correspondentes naturais que existem desde há séculos. Mas esta é uma afirmação puramente política, sem nada de científico. Numerosos cientistas do FDA [a autoridade americana de segurança alimentar] têm sistematicamente considerado estes novos alimentos GM como preocupantes. Para além do potencial para causarem problemas nutricionais e alérgicos difíceis de detectar, os cientistas afirmaram que "A possibilidade de mudanças acidentais inesperadas nas plantas GM" pode conduzir a "concentrações inesperadamente elevadas das substâncias tóxicas da planta"...
As plantas GM poderão ter, segundo eles, "níveis aumentados de toxinas naturais conhecidas... aparecimento de novas toxinas ainda não identificadas" e uma tendência acrescida de incorporar "substancias tóxicas do ambiente" tais como "pesticidas ou metais pesados." Os cientistas do FDA recomendaram que todos os alimentos GM fossem testados "antes de ser introduzidos no mercado."
Mas o FDA tinha ordens da Casa Branca para promover a indústria da engenharia genética e o seu responsável político tinha sido anteriormente advogado da Monsanto (mais tarde tornou-se vice-presidente da empresa). As regras definidas pelo FDA ignoraram os avisos dos seus cientistas e passaram a permitir a comercialização de OGM sem os necessários estudos de segurança.
As plantas GM poderão ter, segundo eles, "níveis aumentados de toxinas naturais conhecidas... aparecimento de novas toxinas ainda não identificadas" e uma tendência acrescida de incorporar "substancias tóxicas do ambiente" tais como "pesticidas ou metais pesados." Os cientistas do FDA recomendaram que todos os alimentos GM fossem testados "antes de ser introduzidos no mercado."
Mas o FDA tinha ordens da Casa Branca para promover a indústria da engenharia genética e o seu responsável político tinha sido anteriormente advogado da Monsanto (mais tarde tornou-se vice-presidente da empresa). As regras definidas pelo FDA ignoraram os avisos dos seus cientistas e passaram a permitir a comercialização de OGM sem os necessários estudos de segurança.
Os resultados dos poucos estudos de segurança que têm sido efectuados são perturbadores - os animais de laboratório alimentados com dietas GM apresentam múltiplos danos. Os relatos dos agricultores são ainda menos brilhantes - a doença, esterilidade ou morte em milhares de animais é apontada à sua dieta transgénica.
Leia esse artigo na íntegra (com o relato das experiências feitas) clicando AQUI
Referências anti-trangênicos:
Estudo de Impacto Ambiental
Você sabia?
-De acordo com a resolução CONAMA nº 1/86, qualquer empreendimento possível de provocar danos ao meio ambiente é obrigado a realizar previamente "Estudo de Impacto Ambiental", devendo, neste estudo, contemplar, obrigatoriamente o meio sócio-econômico, no qual são destacados os monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade (Art. 6º, inciso I, alínea c).
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Bofete e seu Gigante Adormecido
Bofete é o município com maior território dentro da APA Botucatu (71%). Localiza-se a uma latitude 23º06'08" Sul e a uma longitude 48º15'28" Oeste, estando a uma altitude de 576 metros. Sua população estimada em 2004 era de 8.223 habitantes.
Seu nome se originou do fato de um grupo de tropeiros usar uma gruta no principal morro da região para se abrigarem e armazenarem os mantimentos. Este local recebeu o nome de Buffet, ligado à palavra francesa que designa o nome de um móvel retangular e comprido sobre o qual se serviam os pratos de uma refeição. Com o tempo a palavra acabou se tornando Bofete, estendendo-se mais tarde também a todo município. O nome foi oficializado em 21 de dezembro de 1921.
![]() |
| Vista da formação de morros chamada "Gigante Adormecido"; As 3 Pedras ( à esquerda) configuram o pé do gigante Clique na imagem para ampliar |
Marcadores:
Bofete,
Municípios,
Relevo_ Geomorfologia_Solos,
Turismo
Torre de Pedra
Mais um morro testemunho que aparenta uma "torre" que deu origem ao nome do município brasileiro do estado de São Paulo chamado Torre de Pedra.Esse município tem 14% do seu território pertencente à APA Botucatu. Localiza-se a uma latitude 23º14'40" sul e a uma longitude 48º11'41" oeste, estando a uma altitude de 560 metros.
Distância da capital: 162 km
Como chegar: km 168 da Rodovia Castelo Branco
Altura da pedra: 75 metros
![]() |
| Fotos da galeria do Flickr Clique nas fotos para ampliar |
Marcadores:
Atributos,
Morros Testemunhos,
Municípios,
Torre de Pedra,
Turismo
APAs e o desafio da sustentabilidade
As técnicas na agricultura têm sido utilizadas como instrumentos para atender ao imediatismo que rege a mentalidade capitalista que visa à obtenção do máximo de lucro, no menor espaço de tempo possível. É essa a mentalidade que tem levado à dilapidação dos recursos naturais e aos desastres ecológicos que se vivenciam atualmente. Como disse Engels, "em face da Natureza, como em face da Sociedade, o modo atual de produção só leva em conta o êxito inicial e mais palpável".
Procurando atender a tal objetivo, a pesquisa científica tem-se voltado à produção de tecnologias que levam à homogeneização genética, através da produção de híbridos.Na verdade,as vinculações crescentes da agricultura com a indústria, que lhe impõe uma série de exigências e "padrões de qualidade", levam à utilização de tecnologias que resultam numa homogeneização dos produtos, visando a economias de escala e à superação de algumas características consideradas entraves biológicos. Porém, essa homogeneização, levando à perda da variabilidade, provoca a redução da resistência e da capacidade de adaptação e evolução das espécies- " Da mesma forma, a utilização de agrotóxicos para a eliminação de determinadas pragas ou para o controle de certas doenças prende-se à mentalidade que privilegia a adoção de soluções imediatas para os problemas, sem a preocupação com as implicações que tais métodos possam vir a provocar no equilíbrio dos ecossistemas".
Fonte
Marcadores:
Conflito de interesses,
OGMs,
Sustentabilidade
APAs e a mudança no paradigma de desenvolvimento
Para se avaliar um processo de desenvolvimento necessita-se de indicadores de qualidade de vida das pessoas, uma vez que, segundo esse enfoque, o melhor processo de desenvolvimento
será aquele que permitir elevar a níveis mais altos a qualidade de vida das pessoas.A esse respeito, Liszt Vieira afirma que: "É preciso qualificar o desenvolvimento, diferenciando-o do simples crescimento econômico. Mais precisamente é preciso submeter todo e qualquer desenvolvimento a uma crítica ecológica e não apenas econômica. A qualificação ecológica do desenvolvimento propõe uma visão de toda a aparelhagem econômica, técnica e científica que permite à sociedade a sua sobrevivência, de tal
forma que o meio ambiente não seja visto como objeto inerte,mas como patrimônio coletivo fundamental às condições de vida e de convivência democrática"
Fonte
Atributos bióticos: Vegetação (aspectos gerais)
![]() |
| Clique para ampliar |
A Floresta Estacional, devido ao seu porte robusto e riqueza, foi fortemente explorada e reduzida a fragmentos que se encontram isolados e empobrecidos. Suas “jóias”, como a cabreúva (Myroxylon balsamum), o pau-marfim Balfourodendron riedelianum) e a peroba (Aspidosperma polyneuron), estão ameaçadas.
O Cerrado, equivocadamente considerado de qualidade inferior, teve sua área original muito reduzida, cedendo lugar à agropecuária.Na época do descobrimento, o Cerrado recobria 14% (KRONKA et al. 1998) da superfície do Estado de São Paulo.Sua destruição ocorreu num ritmo avassalador, com uma destruição de 90% de sua área entre o início da década de 1960 e o final do século. A década de 1970 foi o período mais crítico, com a expansão da cana em decorrência do Pro-Álcool, seguida pela expansão da citricultura na década seguinte. Como conseqüência, da área original restam hoje somente 230 mil hectares, pulverizados em 8.300 fragmentos, mais de 4.000 deles com menos do que 10 ha, e somente 47 com uma área
superior a 400 ha (KRONKA et al, 1998; KRONKA et al. 2005). A extrema fragmentação dos habitats é um dos principais problemas para a conservação dos Biomas e das espécies que neles habitam.
Fonte
Os solos da Cuesta de Botucatu
No esquema abaixo podemos observar o relevo escarpado e alinhado, com cortes abruptos e íngremes em
sua parte frontal e declive suave em seu reverso, que caracteriza as Cuestas Basálticas (roxo e verde - sem hachura à esquerda -, respectivamente). Essas Cuestas são sustentadas
pelos remanescentes erosivos das camadas de rochas vulcânicas basálticas e de rochas areníticas da
Bacia do Paraná, que ocorrem desde Ituverava e Franca, a nordeste do estado, até Botucatu e Avaré, a
sudoeste.
Neste setor, dominam os Latossolos Férricos, Nitossolos e Neossolos Litólicos.
Neste setor, dominam os Latossolos Férricos, Nitossolos e Neossolos Litólicos.
![]() |
| Clique para ampliar Cuesta de Botucatu (escarpas em roxo) |
Marcadores:
Atributos,
Cuesta,
Relevo_ Geomorfologia_Solos
APA Botucatu e o êxodo rural da população jovem
Êxodo rural da população jovem e marginalização da agricultura familiar:
Nesta região, em se tratando do aspecto social, um dos fatores mais alarmantes tem sido justamente o êxodo rural majoritariamente da população jovem.
Pode-se dizer que os principais motivos desse problema social relacionam-se à baixa renda proporcionada pela atividade agrícola regional, à inadequada organização e administração rural e à pouca agregação de valor aos produtos agrícolas lá produzidos.
A estes fatores também devem ser aliados o pouco conhecimento e uso de recursos tecnológicos (informática e internet, por exemplo), a carência de uma boa compreensão
dos mercados de produtos agrícolas (oferta e demanda) e da lógica do mercado agrícola brasileiro e regional, além da necessidade de uma boa gestão dos recursos financeiros
(sobretudo por conta dos empréstimos e financiamentos agrícolas), dentre outros.
Por conta disto, nos municípios que integram a APA vem ocorrendo, há algum tempo, um processo de marginalização da agricultura familiar e de urbanização da pobreza.
Grande parte da população rural vem se acumulando nas áreas periféricas urbanas, em condições precárias.
Com isto, agravam-se ainda mais as condições de saúde nutricional dessa população rural marginalizada.
CASTRO (2001), com respeito a isto, caracterizou o fenômeno da “fome parcial” (carência de uma dieta completa e balanceada de alto valor de custo, necessitando uma educação nutricional pautada, inclusive, no cultivo de plantas hortícolas e medicinais).
Fonte:
Nesta região, em se tratando do aspecto social, um dos fatores mais alarmantes tem sido justamente o êxodo rural majoritariamente da população jovem.
Pode-se dizer que os principais motivos desse problema social relacionam-se à baixa renda proporcionada pela atividade agrícola regional, à inadequada organização e administração rural e à pouca agregação de valor aos produtos agrícolas lá produzidos.
A estes fatores também devem ser aliados o pouco conhecimento e uso de recursos tecnológicos (informática e internet, por exemplo), a carência de uma boa compreensão
dos mercados de produtos agrícolas (oferta e demanda) e da lógica do mercado agrícola brasileiro e regional, além da necessidade de uma boa gestão dos recursos financeiros
(sobretudo por conta dos empréstimos e financiamentos agrícolas), dentre outros.
Por conta disto, nos municípios que integram a APA vem ocorrendo, há algum tempo, um processo de marginalização da agricultura familiar e de urbanização da pobreza.
Grande parte da população rural vem se acumulando nas áreas periféricas urbanas, em condições precárias.
Com isto, agravam-se ainda mais as condições de saúde nutricional dessa população rural marginalizada.
CASTRO (2001), com respeito a isto, caracterizou o fenômeno da “fome parcial” (carência de uma dieta completa e balanceada de alto valor de custo, necessitando uma educação nutricional pautada, inclusive, no cultivo de plantas hortícolas e medicinais).
Fonte:
Capacitação de jovens habitantes da zona rural - Procrim (baixar documento)
domingo, 10 de fevereiro de 2013
A Constituição Brasileira e a integridade do conjunto de Atributos
A utilização das Unidades de Conservação e/ou Áreas de Proteção Ambiental só poderá ser feita de modo que não comprometa a totalidade dos atributos, que justificam a proteção desses espaços. A Constituição foi explícita ao vedar toda forma de utilização, que fira qualquer atributo do espaço territorial protegido. E vemos que foi necessária a previsão constitucional, pois recentemente tentou-se transformar uma via interna de comunicação do Parque Nacional de Iguaçu em estrada de rodagem, tendo a tentativa - apoiada por forças poderosas - sido obstada pelo Poder Judiciário, através da ação civil pública.
As características de cada tipo de unidade de conservação é que farão surgir o regime de proteção para esse espaço territorial, ficando proibida “qualquer utilização” que comprometa a integridade das referidas características ou atributos. Veda-se a utilização para não fragmentar a proteção do espaço e para não debilitar os “componentes” do espaço (fauna, flora, águas, ar, solo, subsolo, paisagem) , isto é, a unidade de conservação fica integralmente protegida conforme o seu tipo legal. Não se protege um ou outro atributo, mas todos ao mesmo tempo e em conjunto.
Paulo Affonso Leme Machado Professor de Direito Ambiental na Universidade Estadual Paulista (UNESP) e na Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Professor convidado na Universidade de Limoges (França) e autor do livro “Direito Ambiental Brasileiro”
Fonte
As características de cada tipo de unidade de conservação é que farão surgir o regime de proteção para esse espaço territorial, ficando proibida “qualquer utilização” que comprometa a integridade das referidas características ou atributos. Veda-se a utilização para não fragmentar a proteção do espaço e para não debilitar os “componentes” do espaço (fauna, flora, águas, ar, solo, subsolo, paisagem) , isto é, a unidade de conservação fica integralmente protegida conforme o seu tipo legal. Não se protege um ou outro atributo, mas todos ao mesmo tempo e em conjunto.
Paulo Affonso Leme Machado Professor de Direito Ambiental na Universidade Estadual Paulista (UNESP) e na Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Professor convidado na Universidade de Limoges (França) e autor do livro “Direito Ambiental Brasileiro”
Fonte
Licenciamento nas APAs
O licenciamento ambiental de empreendimentos em APAs deve seguir os procedimentos usuais já estabelecidos pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente. Nos casos onde é requerida a Licença Ambiental por parte dos órgãos estaduais, o pedido de Licença Ambiental deve ser iniciado numa das Agências Estaduais da CETESB e/ou DEPRN,dependendo das características do empreendimento ou atividade. No caso da obra a ser licenciada estar situada dentro dos limites de uma APA não regulamentada, o processo é encaminhado para apreciação da Divisão de Áreas Especiais -.DAE, que é a área responsável pelas APAs na Diretoria de Planejamento Ambiental Aplicado - DPAA, a qual por sua vez faz parte da Coordenadoria de Planejamento Ambiental - CPLA, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente
Nas APAs já regulamentadas, a observância dos dispositivos legais referentes às APAs é feita diretamente para os órgãos licenciadores.
Os empreendimentos habitacionais sujeitos à aprovação pelo GRAPROHAB, devem cumprir o estabelecido pela resolução CONAMA 10/88, em relação a disponibilização de no
mínimo 20% de área do terreno para o plantio de árvores.
Zona de Vida Silvestre (ZVS) nas APAs
Conforme estabelece a Resolução CONAMA nº 10 de dezembro de 1988, “as APAs terão sempre um zoneamento ecológico-econômico, o qual estabelecerá normas de uso, de
acordo com suas condições", sendo que todas as APAs devem possuir em seu perímetro, uma Zona de Vida Silvestre (ZVS). Os diplomas legais que criaram a maioria das APAs estaduais
definem como ZVS as áreas abrangidas por remanescentes da flora original e as áreas de preservação permanente definidas pelo Código Florestal.
Marcadores:
Instrução Normativa,
Plano de Manejo,
Zoneamento,
ZVS
Mamíferos de grande porte na APA Botucatu
![]() |
| Puma concolor |
em área integralmente dentro da APA Botucatu:
A área de pesquisa foi a Fazenda Experimental Edgardia (FEE) que está localizada na bacia do rio Capivara, município de Botucatu, SP, 22°47'30" a 22°50'00"S/ 48°26'15" a 48°22'30"W (JORGE, 2000) e integra a Área de Proteção Ambiental (APA) perímetro Botucatu. Com 1.152 hectares, possui cinco fragmentos de vegetação natural, num total de aproximadamente 747 ha, englobando tipologias de floresta estacional semidecidual, e de transição entre esta floresta e cerradão, além de 44 ha de ambientes de várzea antropizada (JORGE & SARTORI, 2002).
Os resultados obtidos indicam que existe uma associação da fauna com a heterogeneidade de habitats. Os mamíferos de médio e grande porte encontrados na FEE podem ser considerados como característicos de ambientes instáveis sujeitos às modificações ambientais que estão ocorrendo na região e a mastofauna é composta, principalmente, por espécies generalistas.
Devido à elevada riqueza encontrada, aliada à presença de espécies ameaçadas de extinção como Myrmecophaga tridactyla, Leopardus pardalis e Puma concolor (Categoria de "Ameaçadas", segundo lista do IBAMA, 2003), os estudos poderão direcionar uma melhor compreensão da relação de mamíferos com as alterações da cobertura vegetal.
Cabe ressaltar que os fragmentos florestais existentes representam alguns dos últimos remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual na região da cuesta. Dessa forma, torna-se necessário divulgar a importância da conservação da fauna tanto para a comunidade científica, como para a comunidade de moradores do entorno da área de estudo, incentivando a participação dos pesquisadores na elaboração de propostas que contribuam para a conservação da fauna, bem como de estratégias para diminuir os impactos existentes no local e na região da cuesta.
Por outro lado, deve-se pensar em medidas de conservação que também considerem o desenvolvimento agroecológico local. Essas medidas estão relacionadas com a questão do controle nas diferentes formas de uso e ocupação do solo que alertam a necessidade de programas de recuperação de áreas alteradas e um plano de manejo adequado.
Telma R. Alves; Renata C. B. Fonseca; Vera L. Engel
Marcadores:
Atributos,
Fauna,
Plano de Manejo,
Vulnerabilidades
A situação ambiental do Município de Botucatu
O município de Botucatu, na região centro-sul do Estado de São Paulo, está inserido nas províncias geomorfológicas da Depressão do Médio Tietê Superior, Cuesta Basáltica e
Planalto de Botucatu/Itatinga (IPT, 1981). A área caracteriza-se por uma instabilidade geotectônica, onde ocorrem processos de escorregamento, rastejo e queda de blocos nas escarpas da Serra de Botucatu, e muito localmente em encostas íngremes do
reverso da Cuesta. Devido às fragilidades do quadro geológico regional, o IPT (1995)classificou o município como de alta criticidade em relação aos processos erosivos. Tal fragilidade tem sido agravada em decorrência do avanço da agricultura em locais impróprios, antes ocupados pela vegetação nativa da região, especialmente mata e cerrado (BARROS,
1988; CAMPOS, 1993; SIMÕES & CARDOSO, no prelo). As cabeceiras de drenagem encontram-se muito deterioradas, apresentando processos erosivos avançados, como as
voçorocas (IPT, 1995). Inevitavelmente, as conseqüências dessa agressão recaem sobre os custos de produção, já que o desmatamento implica em perda de solo, aumento de pragas e
doenças, assoreamento dos rios, dentre outros.
As bacias hidrográficas do Ribeirão Lavapés e do Rio Pardo drenam grandes áreas do município e merecem especial atenção. A bacia do Rio Pardo, na zona de recarga do
Aqüífero Botucatu, é responsável pelo fornecimento de água para abastecimento dos municípios de Pardinho e Botucatu, no entanto, está sujeita à contaminação por agroquímicos devido às intensas práticas agrícolas aí desenvolvidas (ENGEA, 1990). A bacia do Ribeirão Lavapés, por sua vez, apresenta alto nível de poluição (LEOPOLDO, 1989; ZUCCARI et al., 1991; CONTE, 1992), já que drena o sítio urbano de Botucatu e recebe quase todos os esgotos domésticos, efluentes industriais do município e grandes cargas de sedimentos que são carreados para a Represa de Barra Bonita.
Fonte
Dados de 2007 (http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/5/5-267-16.htm) apontam que a poluição do Ribeirão Lavapés melhorou após o início do tratamento do esgoto de Botucatu.
Fonte
Dados de 2007 (http://www.abq.org.br/cbq/2007/trabalhos/5/5-267-16.htm) apontam que a poluição do Ribeirão Lavapés melhorou após o início do tratamento do esgoto de Botucatu.
![]() |
| Fonte |
Área de Proteção Ambiental?
“A criação de uma área protegida é uma confissão de suicídio. Uma sociedade que precisa proteger a natureza de si mesma não pode estar certa.”
José Lutzemberger
As áreas protegidas são partes do território sob atenção e cuidado especial, em virtude de algum atributo específico ou até único que elas apresentam. A frase de José Lutzemberger espelha bem um dos significados delas: partes do território arrancadas da sanha predatória da humanidade, para evitar sua destruição. Se nossa relação com o ambiente fosse mais equilibrada, talvez não houvesse necessidade de estabelecer essas áreas.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Morros Testemunhos
O Morro do Peru (Coordenadas: 22°52'41"S 48°24'33"W),a 795 m de altitude, é outro Morro Testemunho que fica no Município de Botucatu. Está localizado a 5 km do centro de Botucatu na Estrada BTC-020 , o local possui vista panorâmica da Cuesta e é utilizado para caminhadas e pratica de esportes de aventura:
Os morros testemunhos foram esculpidos por erosão diferencial entre o Arenito e o Basalto, camadas do embasamento geológico local.
Os morros testemunhos foram esculpidos por erosão diferencial entre o Arenito e o Basalto, camadas do embasamento geológico local.
Assinar:
Postagens (Atom)

























