Uma radiografia da agricultura familiar elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em 2009, a partir do Censo Agropecuário de 2006 e de levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), exibe dados interessantes sobre o setor. Comparado ao chamado agronegócio, ela domina as estatísticas em número de estabelecimentos rurais e em geração de empregos. Do total de cerca de 5 milhões de estabelecimentos existentes no País, 4,3 milhões são de agricultura familiar (84%) e 807 mil (16%) são de agricultura não familiar ou patronal. Os pequenos ocupam 12,3 milhões de pessoas (74%), e os grandes, 4,2 milhões (26%).
Segundo dados complementares do IBG e do INCRA a Agricultura familiar ocupa 10 vezes mais pessoas por área (1 pessoa por 7 ha) que o Agronegócio ou Agricultura Patronal (1 pessoa por 70 ha).
Em termos de área, a agricultura familiar ocupa apenas 80,3 milhões de hectares (24%), enquanto o agronegócio domina 249,7 milhões de hectares (76%). “É difícil para a agricultura familiar gerar renda, se não tem terra”.
Para piorar ainda mais esse quadro de desfavorecimento do agricultor familiar, há uma enorme disparidade entre os recursos destinados à agricultura familiar e ao agronegócio. Dados dos bancos públicos que são os principais operadores das linhas de crédito agrícola, mostram que os grandes empreendimentos receberam R$ 65 bilhões na safra 2008/09, R$ 92,5 bilhões na safra 2009/10 e R$ 100 bilhões na safra 1010/11. Para os pequenos agricultores foram destinados R$ 13 bilhões na safra 2008/09, R$ 15 bilhões na safra 2009/10 e R$ 16 bilhões na safra 2010/11.
Com altas taxas de produtividade, a agricultura familiar responde por mais da metade do volume de alimentos colocados na mesa do brasileiro. No entanto, dificuldades de acesso a crédito e concentração fundiária impedem pleno desenvolvimento do setor.
Para saber mais sobre esse assunto clique AQUI.
Nenhum comentário:
Postar um comentário